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sábado, 10 de novembro de 2007

Imperatriz Josefina (1763-1814):

























Marie-Josèphe Rose Tascher de la Pagerie passou à História como Josefina de Beauharnais, o apelido do seu primeiro marido. Depois de enviuvar, conheceu Napoleão com quem casou em 1796. Apesar do amor que sentia por ela, o imperador repudiou-a perante a impossibilidade de lhe dar descendência. Retirada para Malmaison é provável que o ar do leque lhe recordasse a sua Martinica natal e as varetas de tartaruga ou madrepérola, o brilho de uma corte que lhe estava definitivamente vedada.

Carlota México (1840-1927):






















Filha de Leopoldo I, rei da Bélgica e esposa do arquiduque Maximiliano da Áustria, Carlota viu-se coroada imperatriz do México quando a conjuntura política europeia assim o determinou. A insurreição mexicana levou-a percorrer as cortes da Europa, solicitando ajuda para o marido e, possivelmente, o seu leque encobriu muitas das lágrimas derramadas perante o desinteresse dos soberanos europeus. Maximiliano foi fuzilado em Querétaro e Carlota, enlouqueceu, tendo acabado os seus dias confinada ao castelo de Bouchout, perto de Bruxelas.

Catarina II, a Grande (1729-1796):













Excepcionalmente apta e com um talento político invulgar, Catarina de Anhalt-Zerbst transformou-se em imperatriz da Rússia graças ao seu casamento com o czar Pedro III. A sua correspondência com Voltaire e Diderot, bem como a introdução na corte de determinados costumes franceses, quanto ao traje e à etiqueta, dizem bem do seu interesse em europeizar a Rússia. Entre esses hábitos, destaca-se o uso do leque, praticamente desconhecido, até então, na Rússia e que se utilizou mais pelo seu carácter decorativo do que pela sua utilidade prática.

Eugénia de Montijo (1826-1920):





























Eugénia de Montijo, imperatriz dos Franceses por casamento com Napoleão III, foi uma mulher lindíssima, cuja elegância marcou uma época. Decidida utilizadora do leque, contribuiu para impulsionar definitivamente a sua fabricação em França. Cliente habitual de Feliz Alexandre, o leque que exibiu no seu casamento foi obra do insigne Jean-Pierre Duvelleroy, um dos fabricantes mais cotados de Paris, desde 1827.
Nos últimos anos de vida, a imperatriz apresentou apenas leques com decorações discretas sobre fundo preto, cinzento ou violeta.