O Colar é uma história de Guy de Maupassant sobre uma mulher que vivia uma vida simples, sem luxos , com seu marido. Ao ser convidada para um festa , decide pegar emprestado com uma amiga um colar belíssimo . Depois de uma noite de diversão e exibição de riqueza, quando sai da festa ela percebe que o colar desapareceu. Ela e seu marido tentam procurar por toda parte, mas em vão. Eles não conseguem achar o colar. Para evitar a sensação da vergonha de parecer como uma ladra na frente da amiga, ela compra uma exata cópia do colar e entrega a sua amiga. Eles ficam aliviados ao notar que a dona do colar não notou a substituição. Apesar disso, para um casal pobre como eles que mão podiam gozar dos pequenos prazeres mundanos, a compra de um colar caro se tornou um pesadelo e eles passam 20 anos juntando o dinheiro para pagá-lo. Eles são obrigados a mudar seu padrão vida , que já era simples, para pagar a dívida sem nenhum pensamento de conforto ou luxo. O clímax da história deixa tanto o casal quanto o leitor boquiabertos quando descobrem muito tempo depois que na verdade o colar era falso.
O tango é a dança da carne, do desejo, dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, a sedução feita movimento, o ir e vir, encontro de dois mundos. É um baile exibicionista, esteticamente belo, e ronda sem temores o universo do lúdico. O casal de baile roça seus sapatos entre sensuais carícias enquanto o atônito espectador ocasional, eterno voyeur, se fascina e deslumbra com o ardor do tácito romance entre os dançarinos...
Você sabia que o costume de contar mentiras no dia 1.º de abril teve sua origem na França? Pois é, os franceses mentem há muito mais tempo que nós! Antigamente, na França, o início do ano era comemorado em 1.º de abril. Mas, em 1564, o rei francês Carlos IX adotou o calendário gregoriano, e o ano-novo passou a ser festejado em 1.º de janeiro. Imaginem só a confusão! Muitas pessoas não gostaram da mudança de data e continuaram a considerar o 1.º de abril como o primeiro dia do ano, mandando convites para festas, votos de felicidades... Nos anos seguintes, como forma de brincadeira, começaram a surgir nessa data convites para festas que não existiam e falsas mensagens de "feliz ano-novo". O costume se espalhou pelo mundo todo e, com o tempo, foram surgindo novas brincadeiras, até mesmo falsas manchetes de jornal e de televisão. O dia da mentira costuma ser conhecido na França como poisson d'avril, o que significa literalmente "peixe de abril".
quinta-feira, 11 de março de 2010
"A lua cheia as vezes fica laranja quando nasce porque as luzes tem que passar por mais camadas de atmosfera do que quando esta alta no céu...E as ondas de luzes azuis se espalham...Mas as vermelhas conseguem passar..." (Citação do filme "Duas Vidas")
O luar desmaiava mais ainda uma máscara caída nas esteiras bordadas. E os bambus ao vento e os crisântemos nos jardins e as garças no tanque, gemiam com ele a adivinharem-lhe o fim. Em roda tombavam-se adormecidos os ídolos coloridos e os dragões alados. E a gueixa, porcelana transparente como a casca de um ovo da Íbis, enrodilhou-se num labirinto que nem os dragões dos deuses em dias de lágrimas. E os seus olhos rasgados, pérolas de Nanguim a desmaiar-se em água, confundiam-se cintilantes no luzidio das porcelanas.
Ele, num gesto último, fechou-lhe os lábios co'as pontas dos dedos, e disse a finar-se: — Chorar não é remédio; só te peço que não me atraiçoes enquanto o meu corpo for quente. Deixou a cabeça nas esteiras e ficou. E Ela, num grito de garça, ergueu alto os braços a pedir o Céu para Ele, e a saltitar foi pelos jardins a sacudir as mãos, que todos os que passavam olharam para Ela.
Pela manhã vinham os vizinhos em bicos dos pés espreitar por entre os bambus, e todos viram acocorada a gueixa abanando o morto com um leque de marfim.
Das asas de um gesto que voou de um trem noturno Caíram, ficaram surpresos nas hastes da ponte de ferro, Uma rosa toda aberta E um leque, por acaso, em botão. A rosa se fizera flor num jardim de agosto, De uma família insigne de rosas, De uma geração em brasonada cor. O leque soprara num rosto formoso Ventos leves e alísios. . . E também – é possível – um vento precoce ou tardio E ainda – quem sabe? – um vento ilusivo. Depois que o trem noturno transcorreu, Sucederam dias – ardentes Sucederam noites – geladas Murchando a rosa, desfolhando o leque – Mas a ponte de ferro e de preto, no Aberto e no Tempo, [se mantinha imutável. Disse o leque: Por que não fechas por um momento sequer [tuas varetas? Leque impassível! E a rosa: Por que tuas pétalas não murcham nunca? Rosa de [ferro
Diz a lenda que quando Adão e Eva foram expulsos do Paraíso , Deus para castigar a moça deixou a pobre sem falar por vários dias . Então para se comunicar com o seu companheiro , ela fez um leque de palha e bambu . A cada sentimento diferente , a mulher deveria posicionar este objeto de uma forma criativa . Por exemplo : quando ela estava feliz abriria o leque por inteiro , no caso de tristeza Eva fecharia este objeto e quando desejasse alguma coisa apontaria o leque para o alvo .
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Com o leque ela pensa alguma coisa. Ela pensa o leque e com o leque se abana. E com o leque fecha de súbito o pensamento num estalido, vazia, sorridente, rígida, ausente. O leque distraído e aberto no peito. “A vida é mesmo engraçada”, concorda ela como visita que é recebida na sala de visitas. Mas num alvoroço controlado, eis que se abana de súbito com mil asas de pardal.
No Éden uma vez, era de madrugada, Zumbia numa rosa uma vespa doirada
Satanás, sai da concha como um caracol, Tenebroso e escorrendo em púrpuras de sol, Saiu alegremente a rir d'entre o arvoredo, Chegou ao pé de Deus e disse-lhe um segredo. Em voz baixa, ao ouvido.
Isto foi na manhã Em que a Eva devorou a célebre maçã. E Deus disse ao Demónio: - Ó brejeiro, é preciso Dar armas à mulher, para que o homem peque... E Jeová da rosa então fez um sorriso, E das asas da vespa o Diabo fez-lhe um leque.